O aconselhamento filosófico é um campo da filosofia relativamente novo, mas em rápida ascensão. O movimento da prática filosófica originou-se na Europa na década de 80 e passou a crescer na América do Norte na década de 90. Apesar de filosofia e prática serem duas palavras com pouca probabilidade de se associarem na mente da maioria das pessoas, a filosofia sempre ofereceu ferramentas para serem usadas no dia a dia. Quando Sócrates passava seus dias debatendo questões importantes no mercado, e quando Lao Tsé registrava sua opinião sobre como seguir o caminho para o sucesso evitando danos, eles pretendiam que essas ideias fossem utilizadas. Filosofia foi, originalmente, um modo de vida, não uma disciplina acadêmica – algo para ser não apenas estudado, mas também aplicado. Somente por volta do século XIX, a filosofia foi confinada numa ala esotérica da torre de marfim, repleta de insights teóricos, mas vazia de aplicação prática.
Filosofia analítica é o termo técnico para aquilo que provavelmente surge em sua mente ao pensar em filosofia. Este é o campo definido academicamente. Esse tipo de filosofia geralmente é abstrato e autorreferente, com pouco ou nada a dizer sobre o mundo. Raramente é aplicável à vida. Essa abordagem é boa para universalidades. O estudo básico da filosofia deveria fazer parte de toda educação; uma universidade sem um departamento de filosofia é como um corpo sem uma cabeça. Mas na maioria dos campos de estudo acadêmico em que há uma divisão de investigação, há também outra na prática. Podemos estudar matemática pura e aplicada, ciências teóricas e experimentais. Apesar de ser essencial a todos os campos para expandir suas fronteiras teóricas, a filosofia acadêmica ultimamente deu ênfase excessiva à teoria em detrimento da prática. Devo lembrar-lhes que a sabedoria da filosofia, que diz respeito à vida real e a como vivê-la, precede a institucionalização da filosofia como ginástica mental que não tem nada a ver com a vida.
(Mais Platão, menos Prozac, 2002. Adaptado.)
“Mas na maioria dos campos de estudo acadêmico em que há uma divisão de investigação, há também outra na prática. Podemos estudar matemática pura e aplicada, ciências teóricas e experimentais.” (2o parágrafo)
As palavras “investigação”, “pura” e “teóricas” relacionam-se no texto e estabelecem um conjunto semântico do qual também faz parte a palavra: