O ambiente natural de planície costeira e estuarino, típico de zonas tropicais, era dominado pelos ecossistemas de manguezal e de restinga. O manguezal ou mangue é um tipo de vegetação litorânea, que se constitui um dos mais típicos ecossistemas tropicais de grande importância ecológica e geológica das regiões estuarinas.
A elevada representatividade em área do ecossistema de manguezal, em toda a costa sergipana, bem como no estuário do rio Sergipe, é justificada pelas peculiaridades da configuração geomorfológica e sedimentológica dos estuários, configuração esta definida pelos movimentos de recuo e avanço do mar ocorrido no quaternário. Esses movimentos definiram o posicionamento recuado do Grupo Barreiras nos dias atuais, assim como o emaranhado de canais que constituem a feição morfológica das áreas estuarinas.
A importância ecológica dos manguezais se deve à elevada produtividade de proteína animal e ao fato de constituírem-se no “elo básico das cadeias alimentares economicamente importantes” (ODUM: JOHANES, 1975), pois deles dependem 2/3 da população de peixes do mundo (SCHAEFFER-NOVELLI; COTRON, 1981). Em termos geológicos, constituem o fator fundamental de estabilização dos estuários. As plantas, adaptadas ao substrato lodoso, quase fluído, resistem aos fluxos das marés, impedindo a ação erosiva destrutiva das ondas sobre os terrenos subsequentes.
Embora pobre em espécies vegetais, abriga uma fauna diversificada de grande valor proteico e econômico, ressaltando o caranguejo-uçá, aratu, guaiamum, camarão, ostra, dentre outros. Já as restingas revestem as areias frontais e/ou interiores das áreas litorâneas.
(O AMBIENTE natural, 2018).
Por ser um local abrigado e com muitos nutrientes, o manguezal atrai uma diversidade de espécies animais, tendo uma significante fauna.
Em relação a esses animais, pode-se afirmar: