O campo passou a ser associado a uma forma natural de vida − de paz, de inocência e virtudes simples. À cidade associou-se a ideia de centro de realizações − de saber, comunicações, luz. Também constelaram-se poderosas associações negativas: a cidade como lugar de barulho, mundanidade e ambição; o campo como lugar de atraso, ignorância e limitação. O contraste entre campo e cidade, enquanto formas de vida fundamentais, remonta à Antiguidade clássica.
(Raymond Williams. O campo e a cidade: na história e na literatura. Trad. S. Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 11)
Os valores simples da vida rústica de que trata o texto encontraram em nossa literatura poetas que os encarnaram. De fato,