O capitalismo nasceu sob a égide da aceleração. Quanto menos tempo despendido, mais produtos a serem transformados em mercadoria. “Tempo é dinheiro” significa o mais das vezes: menos tempo traz mais dinheiro. A identidade supõe aqui inversão de grandezas. Na competição comercial dá-se o mesmo. Quem chega antes, quem se adiante na roda do calendário e do relógio, terá maiores oportunidades de vender. Quem já chegou, já ganhou espaço e poder. Concorre quem mais corre.
(BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. São Paulo: Ed. 34, 2013. p. 355)
A quebra da bolsa de Nova York (1929) culminou em uma notável crise do capitalismo.
Essa crise acarretou a revisão de alguns princípios, dentre os quais se destacou