O desaparecimento do Mar de Aral, considerado o quarto maior lago do mundo, na Ásia Central, é uma das maiores catástrofes provocadas pelo homem no planeta.
Em meados do século XX, para estimular o cultivo de algodão, políticas de irrigação agressivas implementadas pelos soviéticos transformaram 90% desse mar em um deserto em apenas 40 anos.
O que antes eram 60 mil quilômetros quadrados de água, com profundidade de 40 metros em alguns locais, evaporou. Agora, restam apenas 10% do lago.
Os dois maiores rios da Ásia Central, que desaguavam no Mar de Aral, foram usados como fonte de irrigação dessa cultura pelas indústrias de algodão.
Como o mar encolheu, os enormes volumes de pesticidas e inseticidas jogados no rio ao longo dos anos tornaram-se gradualmente mais concentrados, e os peixes começaram a morrer.
O clima também começou a mudar. A chuva parou. A grama secou, e os pequenos lagos de água doce que existiam desapareceram, bem como os rebanhos de antílopes que costumavam vagar pela área.
Marjan, uma mulher de 67 anos que vive na antiga cidade portuária de Aral, no Cazaquistão, tem saudades do tempo anterior ao mar se transformar em um deserto.
Acesso em: 10.02.2019. Adaptado.
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