O Descobrimento do Brasil (Cândido Portinari, 1956).
Texto 1: A obra retrata a vinda dos portugueses, no século XVI, e a primeira visão dos índios em direção às caravelas. Os gestos dos indígenas evidenciam sinais de curiosidade, com perplexidade, e a expressão da criança indígena, talvez, retrate o horror que estaria por vir. As caravelas aparecem no horizonte, e uma se aproxima e ganha a impressão de gigantismo.
Texto 2: No século XX, segundo o sociólogo Darcy Ribeiro, a visão de mundo dos indígenas em relação à chegada do europeu talvez pudesse ser descrita assim: “Os índios perceberam a chegada do europeu como um acontecimento espantoso [...]. Provavelmente seriam pessoas generosas, achavam os índios. Mesmo porque, no seu mundo, mais belo era dar do que receber. Ali, ninguém jamais espoliara ninguém e a pessoa alguma se negava louvor por sua bravura e criatividade. [...] Pouco mais tarde, essa visão idílica se dissipa. Nos anos seguintes, se anula e reverte-se no seu contrário: os índios começam a ver a hecatombe que caíra sobre eles".
(RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. São Paulo: Círculo do Livro, 1995. p. 42-43).
A partir dos dois textos pode-se afirmar: