“O discurso abolicionista unificou os grupos mais diversos e deu expressão aos interesses mais variados. A convivência de amplos setores da sociedade permitiu às camadas populares e aos escravos se mobilizarem na luta contra a escravidão. Foi essa mobilização que levou à aprovação da Lei Áurea. Nesse sentido, esta foi, como bem registrou um jornalista do tempo, uma vitória do povo e – poderíamos acrescentar – uma conquista dos negros livres e escravos”.
(COSTA, Emília Viotti da. A abolição.8a ed. São Paulo: Editora UNESP, 2008, p.129)
A emancipação dos escravizados em todo o Império do Brasil foi resultante de uma conjuntura histórica marcada por pressões externas e internas. Mesmo após o fim do tráfico atlântico, a partir da promulgação da Lei Eusébio de Queirós, em 1850, ampliava-se a utilização da mão de obra escrava africana e afrodescendente e, com isso, cresciam as críticas à manutenção da escravidão no Brasil.
A esse respeito, é CORRETO afirmar que, por pressões: