O documento Zero da ONU para a Rio+20 é ainda refém do velho paradigma da dominação da natureza para extrair dela os maiores benefícios possíveis para os negócios e para o mercado. Através dele e nele, o ser humano deve buscar os meios de sua vida e de subsistência. A economia verde radicaliza esta tendência, pois, como escreveu o diplomata e ecologista boliviano Pablo Sólon, ela busca não apenas mercantilizar a madeira das florestas, mas também sua capacidade de absorção de dióxido de carbono. Tudo isso pode se transformar em bônus negociáveis pelo mercado e pelos bancos.
Disponível em: <http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias>. Acesso em: 11 jun. 2012 (adaptado).
Com base na afirmação de Pablo Sólon, a economia verde, além do desmatamento, tem forte preocupação com a