O estudioso Durval Muniz, ao trabalhar com a ideia de “construção do Nordeste e do povo nordestino”, destaca que:
“Assumir a nordestinidade é assumir estas várias representações excludentes sobre este espaço e povo; é emitir um discurso preso à lógica da submissão; é ocupar um lugar que esperam para nossa voz e para nosso olhar: voz para pedir, suplicar, denunciar [...]. Não é assumindo a nordestinidade e usando-a como se fosse um enunciado revolucionário que denunciaremos a teia de poder que exclui grande parte dos chamados nordestinos, que estereotipa como marginais socioculturais a grande parte daqueles que nele habita. Mas é nos afirmando com o não-nordestinos, no sentido consagrado, é mostrando que existem diferentes formas de ser nordestino [...]. É preciso questionar as lentes com que os nordestinos são vistos e se veem.”
Fonte: ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4ª ed. Recife: Massangana; São Paulo: Cortez, 2009.
De acordo com esse texto, é correto afirmar que o autor