O excerto apresentado a seguir pertence a Capitães da Areia, de Jorge Amado.
Então os lábios do Sem-Pernas se
descerraram e ele soluçou, chorou muito
encostado ao peito de sua mãe. E enquanto a
abraçava e se deixava beijar, soluçava porque
a ia abandonar e, mais que isso, a ia roubar. E
ela talvez nunca soubesse que o Sem-Pernas
sentia que ia furtar a si próprio também. Como
não sabia que o choro dele, que os soluços
dele eram um pedido de perdão.
O texto ilustra que, no universo dos Capitães da Areia,