O fin’amor, cultuado e cantado nas cortes da nobreza medieval, é uma relação, em geral, adúltera e constituída por um trio amoroso. Esse trio consiste, como já afirmei, em um grande senhor (um suserano), sua grande Dama (esposa) e um cavaleiro (geralmente despossuído de terras), vassalo do grande senhor. Daí a ideia de uma vassalagem amorosa. Essa relação de vassalagem foi muito utilizada como metáfora para as relações amorosas descritas nos versos dos trovadores, como uma transposição do conceito que serviu para dar sentido às relações entre homens nobres, na época feudal, na Europa Ocidental, para as relações amorosas descritas pelos trovadores, entre um cavaleiro e uma Dama de alta linhagem. Tal como na relação vassálica entre os homens, o cavaleiro – o amante – está a serviço da Dama – a amada -, devendo-lhe fidelidade e lealdade, mas também com submissão e devoção a ela, a pessoa amada. Trata-se de uma relação na qual um amante é despojado de todos os seus limites indenitários para servir à sua Dama.
MULLET, Nilton. A corte amorosa no medievo ocidental (Artigo) In: Café História. Disponível em: https://www. cafehistoria.com.br/a-corte-amorosa-no-medievo-ocidental/. Publicado em: 22 dez. 2022. ISSN: 2674-5917.
Com base na leitura do texto sobre o fin’amor, assinale a alternativa correta.