O Físico italiano Enrico Fermi propõe no seu livro, a respeito da Termodinâmica, em 1936, uma interessante aplicação para uma transformação adiabática. Quando o ar do nível do mar sobe até regiões mais elevadas de baixa pressão, ele se expande. Como o ar é péssimo condutor de calor, pouco calor é transferido do ar em expansão, tal que podemos considerar que a expansão se realiza adiabaticamente. Consequentemente, a temperatura do ar que sobe diminui. Por aproximações válidas, Fermi encontrou, respectivamente, a diferença de pressão (ᐃp) com a variação de altitude (ᐃh), e a correspondente variação de temperatura (ᐃT) por unidade de temperatura (T):
ᐃp = -(gMp/RT) ᐃh e ᐃT/T = ((
-1)/
)(ᐃp/p)
Assim, supondo, para o ar,
=7/5, a massa molar M = 28,88 kg/kmol e R = 8, 3143 × 10
3 J/kmol K; g=10,0 m/s
2 , a variação da temperatura, à medida que subimos em altitude (ᐃp/ᐃh) é, aproximadamente,