O fragmento crítico abaixo foi retirado de um artigo de Rafael Gallo, para o Rascunho, “jornal de literatura do Brasil”. Segundo Gallo, a obra em questão, diferentemente do “romance de formação”, apresenta uma espécie de “romance de sobrevivência”, pela constante necessidade da personagem de “se reconstruir após repetidas desestruturações”:
Se tramar e escrever são parecidos, a leitura se torna a outra face de tal tecido, pela qual atravessam as linhas cosidas e descosidas da história. [...] O romance assume também na forma tal tema: narrativa não linear, de tempos e espaços fragmentados, capítulos que reconfiguram personagens e eventos apresentados antes. Sobrevivência pressupõe movimento, transformação.
Pelo que se pode depreender da leitura deste fragmento, Rafael Gallo se refere a qual obra e a qual autor(a)?