O gesto de Paranhos no sentido de priorizar, de forma bombástica, as relações com os Estados Unidos, [...] respondia a necessidades concretas, com base em uma leitura pragmática do contexto internacional dos primeiros anos do século XX. O imperialismo europeu era uma ameaça real [...]. A Partilha da África, consagrada na Conferência de Berlim, era recente, bem como a imposição de tratados desiguais à China [...]. O Brasil fazia fronteira com três países europeus (França, Inglaterra e Holanda) exatamente na região onde sua soberania era mais nominal que real.
(Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos. O evangelho do Barão, 2012.)
José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, foi Ministro das Relações Exteriores do Brasil de 1902 a 1912.
Nota-se, pela leitura do texto, que sua política exterior