O grande fluxo de ouro brasileiro para a Inglaterra proporcionara a esta — na opinião de Pombal — meios para criar sua formidável marinha e importantes indústrias. Além disso, o mercado lusitano era um escoadouro garantido e lucrativo dos produtos fabris ingleses. Portugal permitira que seus tesouros fossem usados contra si mesmo e, por isto, as riquezas das minas eram quiméricas para ele: “os negros que trabalham nas minas de ouro do Brasil devem seus vestidos à Inglaterra.”
(Kenneth R. Maxwell. A devassa da devassa: a Inconfidência Mineira, Brasil-Portugal, 1750-1808, 1978. Adaptado.)
O excerto expõe os pontos de vista de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, ministro, a partir de 1750, do rei de Portugal Dom José I. Pombal argumentava que