O historiador Durval M. de Albuquerque Júnior, analisando a seca de 1877 no Nordeste, escreveu:
Sentindo-se acuados pelas ameaças partidas de cangaceiros e das populações famintas, os grandes proprietários de terra, com a produção paralisada, não tinham condições de se manter no interior e migraram para as capitais das províncias, onde [...] passaram a viver do desvio de parte dos recursos enviados pelo governo imperial, [...] despertando essas elites para a utilização da seca como meio de arregimentar recursos públicos e carreá-los para seus próprios bolsos.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Palavras que calcinam, palavras que dominam: a invenção da seca do Nordeste. REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA. São Paulo: ANPUH / Marco Zero. v. 14. n. 28. 1994. p. 115.
Considerando-se esse fragmento textual, pode-se inferir que a seca de 1877 foi singular pelo fato de