O homem utilitarista do século XVIII transforma utensílios de madeira em um torno por diversão, e fantasia que pode transformar os homens da mesma maneira. Mas não tem grandes dotes para a poesia, e mal sabe extrair a moral de uma obra de Shakespeare. Sua casa é aquecida e iluminada a vapor. Ele é um desses que preferem as coisas artificiais em detrimento das naturais, e pensa que a mente humana é onipotente. Ele sente grande desprezo pelas possibilidades da vida ao ar livre, pelos verdes campos e pelas árvores, e sempre reduz tudo aos termos da Utilidade.
(W. Hazlitt. O Espírito do Século, apud Eric J. Hobsbawm. A Era das Revoluções − 1789-1848. Trad. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977, p. 255)
No período a que Hobsbawm faz referência, constitui-se em fator responsável pela problemática retratada na pintura:
I. A reunião de artesãos num mesmo local de trabalho fez surgir o sistema fabril que possibilitava à burguesia controlar de modo mais eficaz a qualidade final do produto, reduzindo o desperdício de matérias-primas.
II. A transformação das corporações em sistema fabril introduziu as máquinas que, reproduzindo o trabalho do antigo artesão com mais rapidez e aumentando a produção, produzia resíduos nocivos ao meio ambiente.
III. A utilização do vapor como nova fonte de energia permitiu a construção de máquinas para os mais diversos ramos da indústria e gerou transportes mais rápidos, integrando de forma eficiente o campo e a cidade.
IV. Com a utilização da nova forma de energia, duas outras matérias-primas passaram a ser fundamentais: o ferro, para a construção das máquinas e o carvão, que gerava o vapor que movia os equipamentos industriais, fortalecendo a indústria metalúrgica.
É correto o que se afirma SOMENTE em