O íntimo é gradualmente incluído no visível. Essa limpeza triunfa com a França clássica [século XVII], a ponto de lançar mão de todos os recursos do espetáculo. Práticas de corte multiplicando os signos do traje, explorando a sobreposição sábia dos tecidos, rendas tornando mais leves e prolongando o “debaixo” do traje, texturas da roupa-branca [roupa de baixo], enfim, jogando com a variedade dos tons e a fineza das tramas para orquestrar sutis distinções sociais.
(Georges Vigarello. O limpo e o sujo: uma história de higiene corporal, 1996. Adaptado.)
A partir do excerto e de conhecimentos sobre o contexto político da França no século XVII, é correto afirmar que a limpeza do corpo esteve relacionada