O iodo é um elemento quimicamente relacionado ao cloro. Quando em uma solução alcoólica (chamada de tintura), é desinfetante. Bernard Courtois descobriu-o acidentalmente. Procurando uma fonte mais barata de potássio, Courtois a encontrou nas algas que eram varridas na costa atlântica da França. De tempos em tempos, os tanques que eram usados na extração de potássio de cinzas de algas criavam uma borra que tinha de ser limpada com ácido. Um dia, em 1811, quando um ácido mais forte do que o normal foi usado para limpar os tanques, viu-se uma imagem surpreendente: fumaças violáceas subiam do tanque e, onde entravam em contato com superfícies frias, depositavam-se cristais escuros de aparência metálica. Courtois percebeu que algo incomum havia ocorrido, e coletou alguns desses estranhos cristais para exame posterior. Para entender a descoberta do iodo nas algas, é preciso saber que a água do mar contém outros sais além do cloreto de sódio – entre os quais, porém em menores quantidades, o iodeto de sódio e o iodeto de potássio. Os sais de iodo tornam-se concentrados nas algas através de processos bioquímicos; quando as algas queimam, os sais se tornam mais concentrados. O ácido que Courtois usou para limpar os tanques aparentemente transformou os sais de iodo em iodo elementar, que foi convertido em vapor violáceo pelo calor da reação com o ácido; o vapor se condensava diretamente em uma forma cristalina, quando encontrava superfícies frias.
(Royston M. Roberts. Descobertas acidentais em ciências, 1995. Adaptado.)
A formação de cristais de iodo nas paredes dos tanques a partir dos vapores violáceos resulta da mudança de estado físico conhecida como