O jesuíta Vieira reconhecia o estado miserável em que se encontravam os escravos e condenava severamente os senhores pela brutalidade e ganância com que se haviam. Mas logo acrescentava que mais importante que o cativeiro do corpo era o cativeiro do pecado. Para se libertarem da escravidão do pecado, os escravos deviam obedecer aos senhores, desde que estes não os forçassem ao pecado.
(CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados. Belo Horizonte: UFMG, 1998. p. 40)
Tal como resenhado pelo autor, o pensamento do Padre Antônio Vieira (1608-1697) sobre a escravidão é ambíguo, por combinar: