O jornalista e escritor Zuenir Ventura, 83 anos, é um fascinado pelas habilidades naturais de sua neta Alice, 5 anos, com as novas tecnologias. Com frequência, o autor de 1968 – O ano que não terminou a cita em suas crônicas no jornal O Globo. Entre o espanto, a admiração e o autodeboche pelo fato de ele ser um “analfabyte”, Zuenir questiona se essa geração será capaz de se aprofundar em algo. “Fico me perguntando se, com todos esses apelos audiovisuais, se com todo esse deslumbramento acrítico pelas novas mídias, com esse fascínio atual de índio por espelho, a geração de Alice ainda vai se interessar por livro e pelo que a leitura de um texto propicia: reflexão, conhecimento e senso crítico”, escreveu na crônica Alice no reino do iPad, de 2001, quando a menina tinha dois anos.
Débora Rubin. A geração de Alice.
Educação. Ano 19. Nº 218. Junho, 2015,
p.35-37.
De acordo com o texto, pode-se inferir que