O Liberalismo econômico, como teoria hegemônica, caracterizou-se, inicialmente, como uma estratégia filosófica e política fundamental para legitimar as práticas da Revolução Industrial burguesa, na segunda metade do século XVIII. A questão essencial para o pensamento burguês seria estabelecer uma filosofia política que abarcasse a totalidade da sociedade europeia da época. Segundo Dewey, o “uso das palavras liberal e liberalismo, para denotar uma particular filosofia social, não surge senão na primeira década do século dezenove”. [...] Ou seja, trinta anos após o início da Revolução Industrial é que se vai postular uma teoria política sobre aquilo que já estava materializado na sociedade, através dos desdobramentos que o capital havia produzindo nela. (O LIBERALISMO... 2018).
O pensamento burguês e o estabelecimento de uma filosofia política que atendesse aos seus interesses extrapolaram a sociedade europeia da época e se fizeram presentes em diversos movimentos sociais e políticos da América.
Nesse contexto, pode-se afirmar que