UERJ 2026 · Questão 2
O mestre-sala dos mares (1974) Há muito tempo nas águas da Guanabara, O dragão do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu. Conhecido como navegante negro, Tinha a dignidade de um mestre-sala. E ao acenar pelo mar, na alegria das regatas, Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas, Jovens polacas e por batalhões de mulatas. Rubras cascatas jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas, Inundando o coração do pessoal do porão Que a exemplo do feiticeiro gritava então: Glória aos piratas, às mulatas, às sereias! Glória à farofa, à cachaça, às baleias! Glória a todas as lutas inglórias, Que através da nossa história não esquecemos jamais. Salve o navegante negro, Que tem por monumento as pedras pisadas do cais. Mas salve Salve o navegante negro, Que tem por monumento as pedras pisadas do cais. Mas faz muito tempo... Aldir Blanc e João Bosco letras.mus.br
Inundando o coração do pessoal do porão (l. 11)
A partir do verso acima, é possível reconhecer uma referência tanto aos porões dos navios negreiros quanto aos porões em que os presos políticos, à época do lançamento da canção, em 1974, eram torturados.
Esse processo de significação recebe o nome de:
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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