“O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
(...)
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta”.
A respeito das funções da linguagem, podemos dizer que o excerto transcrito é
I. descritivo, pois o narrador-personagem descreve, de forma objetiva, seu próprio ser, para isso usando algumas figuras de linguagem.
II. referencial, pois o eu-poético faz referência a si mesmo como pertencente a uma classe desprivilegiada, desprovida dos bens materiais que dignificam a vida.
III. poético, tão somente por tratar-se de um poema, haja vista a presença de figuras de linguagem, que o enquadram como poesia.
IV. realista, vez que a mensagem trazida por um eu-poético em desespero traduz de forma poética e objetiva a dor do nordestino que passa fome.
Podemos concluir que