“O milho era plantado na lua crescente. Nessa fase do ciclo lunar ele sai ‘sadio, não apodrecia nem pegava bicho’. Para proteger o roçado dos bichos daninhos rezavam e benziam a plantação no domingo ‘que era o dia certo’ porque a praga não vai para a frente [...]. O milho plantado nas roças era utilizado na dieta básica das famílias. Fazia-se milho assado, cozido, farinha, pamonha, curau e canjica com osso. O milho era também utilizado na alimentação da criação: galinhas, porcos, cavalos [...]. Os grãos destinados ao plantio eram devidamente separados e mereciam tratamento especial”
(BANDEIRA et al. apud MACHADO, Maria de Fátima Roberto (org.). Diversidade sociocultural em Mato Grosso. Cuiabá: Entrelinhas, 2008. p.75.).
O texto refere-se aos métodos de conservação de sementes da comunidade de Mato Grosso denominada Mata Cavalo.
Essa comunidade foi titulada em 14 de abril de 2000 como: