O MUNDO TEM PRESSA. Os nomes dos aplicativos na casa do bilhão de usuários revelam a obsessão pelo instantâneo. São onomatopeicos. Instagram. Snapchat. Twitter. Poderiam ser “plunct”, “plact”, “zum”. O mundo tem pressa. Blogueiros plenos de certeza acham que resolvem problemas humanos eternos com a mesma ligeireza com que suas colegas aconselham a cor do batom para a estação. O mundo tem pressa. O jornalismo contemporâneo na internet e nas versões impressas tenta acompanhar o ritmo. As reportagens tendem a ser mais curtas e entrecortadas por textos em fontes maiores que chamam os olhos do leitor para os pontos essenciais do assunto que se deseja transmitir. O mundo tem pressa. Mas a vida não. Por isso, VEJA nunca abandonou o gosto pelas reportagens de fundo, pela apuração calma, metódica e abrangente de histórias merecedoras de ser contadas com calma, método e abrangência, de modo a “revelar das coisas o significado, sem o equívoco de defini-las, nas palavras da filósofa Hannah Arendt (1906-1975).
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(Revista VEJA – 10/2/2016)
Acerca desse texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Para o autor, os nomes dos aplicativos soam como imitações de sons.
II. A referência aos blogueiros constitui um item argumentativo com intenção de enobrecimento e valorização da atividade.
III. A ênfase produzida pela reiteração da ideia “O mundo tem pressa” é desmontada bruscamente por uma única frase.
IV. Constitui um jogo de classes de palavras diferentes, mas de mesma natureza, as duas sequências “calma, metódica e abrangente” e “calma, método e abrangência”.
É correto o que se afirma apenas em: