“O negro teve de reconhecer que, cem anos após a abolição da escravatura, vivia em uma ilha de insegurança econômica isolada em um vasto oceano de prosperidade material. Os negros estão ainda no mais baixo degrau da escada econômica. Eles vivem dentro de dois círculos concêntricos de segregação. Um os aprisiona com base na cor, enquanto o outro lhes confina em uma cultura de pobreza à parte. O negro médio é nascido em meio a carências e privações. Sua luta para escapar de suas circunstâncias é maximizada pela discriminação racial. Ele é privado de uma educação normal e de oportunidades sociais e econômicas normais. Quando procura oportunidade, se lhe diz, com efeito para que se levante “puxando pelos próprios cadarços”, conselho que não leva em consideração o fato de que ele está descalço”.
(KING JR, Martin Luther. Why We Can’t Wait. New York: Penguin Group, 2000, p. 12-13).
Tomando o texto acima em consideração e relacionando-o ao processo de integração das populações afrodescendentes nos contextos brasileiro e americano, pode-se assinalar CORRETAMENTE que