“O Nordeste e a figura do nordestino emergem entre o final do século XIX e o início do século XX, a partir das lutas regionais entre as várias parcelas que compõem as elites brasileiras, notadamente a elite açucareira, do Norte, e a cafeeira, do Sul. Os discursos regionalistas se acentuam à medida que o espaço nacional se unifica e centraliza. As elites do norte, vinculadas a atividades econômicas em declínio, como a produção de açúcar e algodão, vinham perdendo importância política, no âmbito nacional, e começam a se queixar da forma como são tratadas pelo Estado. Este lhes negaria apoio financeiro, não lhes ajudaria na substituição da mão-de-obra escrava e submeteria suas atividades a uma pesada carga tributária, praticando uma política econômica favorável ao café e desfavorável a seus produtos”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Cabra da peste! In: Nossa História. ano 2, n. 17, março de 2005. p. 34)
De acordo com o texto, é correto concluir que