O PANAMÁ SE PREPARA PARA SER “TIGRE LATINO”
Os moradores locais adoram chamar a Cidade do Panamá de mini-Dubai. Nove dos dez maiores edifícios da América Latina estão na cidade. Os arranha-céus são a nova cara do país que teve o maior crescimento do PIB das Américas no ano passado, 6,5%. O ritmo deve ser mantido em 2015 e 2016. A renda per capta panamenha virou a segunda da América Latina, atrás apenas da chilena. O desemprego caiu de 13% para 4,5% em menos de uma década. No ano passado, o salário mínimo se tornou o maior da América Latina.
A economia do Panamá gira em torno do canal inaugurado em 1914 pelos americanos e tinha uma direção estratégico-militar, sendo devolvido em 2000 aos panamenhos. Com a posse do canal, os governos souberam aproveitar as oportunidades, transformando-o em um grande negócio.
Entretanto, a transformação não terminou. A ampliação iniciada em 2007, virou um imã de investimentos, pois um terceiro “corredor”, que deveria estar pronto em 2014, dará passagem a navios muito maiores¸ que não podem utilizar o canal na atualidade. Esses não são os únicos obstáculos para o Panamá virar um “tigre latino”, a desigualdade social é alta, e o interior ainda está distante do progresso reluzente da capital. Cerca de 20% da população ainda é pobre, embora em 2000 fossem 55%; ainda existem escândalos de corrupção frequentes, e o país é o 94° entre os 175 do ranking da Transparência Internacional (...).
FOLHA DE S.PAULO. 18 de janeiro 2015 /mercado B7.( Texto Adaptado)
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