“O pequeno Palácio de Queluz fica a apenas 15 quilômetros do Centro de Lisboa, a meio caminho de Sintra. Tem um valor extra para os brasileiros: abrigou a família real antes da fuga histórica para o Brasil em 1807. Queluz também recebeu durante o reinado de D Maria diversas festas luxuosas, muitas somente para os membros da família real e sua comitiva. Ficaram famosas as festas de 24 e 29 de junho, datas dedicadas a São João e São Pedro. Serviam-se, em tais ocasiões, ceias suntuosas nos jardins, que junto com a fachada do palácio, eram iluminados por milhares de velas. O ápice dos festejos eram os fogos de artifício que coloriam a noite. Durante o dia, além das cerimônias religiosas, havia corridas de cavalos e touradas.
Na distante colônia brasileira, essas festas, que se tornaram conhecidas como juninas e comemoravam São João, Santo Antônio e São Pedro, também eram celebradas. ‘Todo homem que tinha um Pedro ligado ao seu nome sentia-se na obrigação de acender uma imensa fogueira diante de sua porta e soltar uma porção de foguetes, além de descarregar inúmeras pistolas, mosquetes e morteiros.’”
Fonte: REZZUTTI, Paulo. D, Pedro a História não Contada: O homem revelado por cartas e documentos inéditos. São Paulo: Leya, 2015. p. 29-30 (Adaptado).
É CORRETO deduzir das ideias do texto e das linhas correntes da historiografia que: