O poder público, no Brasil e no Sul dos Estados Unidos oitocentistas [século XIX], não regulou a relação escravista no interior das plantations. Este foi um atributo exclusivo dos senhores de escravos. Somente quando a resistência escrava ultrapassava as fronteiras da propriedade – a Revolta dos Malês (Bahia, 1835) e a de Nat Turner (Virgínia, 1831) são bons exemplos disso –, o Estado impunha sua força e garantia a ordem escravista.
(Rafael de Bivar Marquese. “Governo dos escravos e ordem nacional”. In: István Jancsó (org). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003.)
O autor faz uma aproximação histórica entre o Sul dos Estados Unidos da América e o Brasil, considerando