“O POETA(por trás de uma rua minada de seu rosto perdido nela)
– Só quisera trazer pra meu canto o que pode ser carregado como papel pelo vento”
(BARROS, Manoel. “A máquina de chilrear e seu uso doméstico” In: Gramática expositiva do chão. Rio de Janeiro: Record, 1999.)
Sobre o fragmento do poema, podemos afirmar que
I- o poema fala do fazer poético ao associar o “canto” à poesia.
II- o poema expõe o contexto de uma guerra civil, espaço urbano onde o POETAse perde.
III-o “papel” ao “vento” pode ser tomado como metáfora das palavras que o poeta recolhe e traz para o poema.
IV- há a presença de metalinguagem no poema, pois ele fala do fazer poético.