O problema do que conta como inglês, do que é autenticamente inglês, nos últimos anos, tem sido objeto de manchetes de jornal e, até mesmo, de uma certa ridicularização da própria questão. Em 2005, o governo instituiu o chamado teste de cidadania britânica para os imigrantes que quisessem se naturalizar ou permanecer indefinidamente no país, com a justificativa de que esses aspirantes devem compartilhar de valores comuns aos demais cidadãos.
Desde então, uma sucessão de tentativas oficiais tem sido feita para definir a “britanicidade”, supondo-se, em todas elas, ter a chave para conhecer seus ingredientes fundamentais. Mas o problema que permanece crucial é o de quem teria a autoridade inquestionável para determinar no que consiste a britanicidade.
Adaptado de Burke, P. e PALLARES-BURKE, M. Os Ingleses. São Paulo: Contexto, 2016.
O fragmento acima destaca um aspecto relevante no processo de regulamentação da cidadania no mundo contemporâneo.
Tal aspecto versa sobre: