O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres. Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele sapé sinistro e aquele “sopapo” que deixava ver a trama das varas, como o esqueleto de um doente.
Por que, ao redor dessas casas, não havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil, trabalho de horas? e não havia gado, nem grande, nem pequeno. Era raro uma cabra, um carneiro. Por quê?(...)
Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma.
Em relação ao texto, seguem as afirmativas:
I. Depreende-se a perspectiva crítica dos problemas da população do campo.
II. A linguagem se caracteriza pelo despojamento sintático, próprio da literatura de transição pré-modernista.
III. Transmite a perspectiva do personagem, que se choca com a pobreza dos subúrbios.
IV. Expõe as lembranças de um personagem citadino que vai para o campo diante da falta de perspectiva na cidade.
Está correto apenas o que se afirma em: