O que se tem hoje é uma mudança que dá à taxa de câmbio uma função diferente da função que ela tinha antes. Antes o Governo dizia para a taxa de câmbio: ‘Você toma conta da inflação’ e dizia para a taxa de juros: ‘Você toma conta do balanço de pagamentos’, que é um regime de taxa de câmbio fixa. Hoje nós estamos escalando o time de forma diferente. Nós estamos dizendo para a taxa de câmbio: ‘você toma conta do balanço de pagamentos’ e para a taxa de juros: ‘você toma conta da inflação’. Agora, nada disso funciona sem uma boa política fiscal.
FRAGA, Armínio, Programa Roda Viva, 14/06/1999, in http://www.rodaviva.fapesp.br
Em junho de 1999, Armínio Fraga, então presidente do Banco Central, apresentava as bases da política econômica brasileira, que passavam a vigorar a partir daquela data: câmbio flutuante, meta de inflação e meta fiscal.
A respeito desse tripé macroeconômico e seus impactos, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) Câmbio flutuante é o preço de uma moeda em relação a outra, variando de acordo com a oferta e a procura por aquela moeda, o que afeta o valor das importações de produtos.
( ) Meta de inflação é o limite máximo para a inflação medida no ano, estabelecido pelo Banco Central, que tem mantido a taxa de juros acima da meta para estimular o consumo, a produção e a geração de empregos.
( ) Meta fiscal é a estimativa das receitas e despesas do governo, apresentada e debatida no Congresso Nacional, com vistas a garantir um superávit primário, manter a dívida pública sob controle e investir em infraestrutura.
As afirmativas são, respectivamente,