“O repórter do jornal A Tribuna, falando a elementos do povo sobre a revolta, ouviu de um preto acapoeirado frases que bem expressavam a natureza da revolta e este sentimento de orgulho. Chamando o repórter de „cidadão‟, o preto justificava a revolta: era para „não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quanto é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!‟. Para ele, a vacinação em si não era importante – embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era „mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo‟” (CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 139).
Acerca da Revolta da Vacina é CORRETO afirmar que: