“O risco de uma guerra europeia, embora bastante exagerado, não era de todo inexistente. Stalin contemplou a possibilidade de um ataque – à Iugoslávia, não à Alemanha Ocidental –, mas abandonou a ideia diante do rearmamento ocidental. E, assim como o Ocidente se confundiu diante do propósito soviético na Coréia, Stalin – aconselhado pelos serviços de inteligência sobre a rápida escalada militar dos EUA – supôs, equivocadamente, que os norte-americanos tinham as suas próprias intenções agressivas em relação à esfera soviética no Leste Europeu. Mas, nenhuma dessas suposições ou erros de cálculo era evidente à época, e políticos e generais faziam o melhor que podiam, baseando-se em informações limitadas na análise de precedentes.”
UDT, T. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 164.
O final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) não assegurou o estabelecimento de uma ordem internacional pautada na confiança e na cooperação. As décadas seguintes ao último conflito mundial integram o período conhecido como Guerra Fria.
Dentre diversos fatores, a desconfiança entre as duas superpotências do período relacionava-se à