O romance Primeira manhã, de Dalcídio Jurandir, publicado pela primeira vez em 1968, tem como protagonista o menino Alfredo. Do entrelaçamento de diferentes vozes narrativas das quais emergem extensos diálogos, monólogos interiores, solilóquios e discurso indireto livre, surge parte da saga de Alfredo na qual fica evidente o profundo conhecimento do autor sobre a cidade de Belém, transformada em matéria ficcional. Daí, a possibilidade de o leitor identificar uma Belém “do passado” que vai sendo construída à medida que diferentes narradores elaboram um espaço ficcional indissociável do tempo histórico, recriado pelo romance.
Dos fragmentos extraídos do romance Primeira manhã, assinale aquele que remete a elementos espaciais urbanos característicos da cidade de Belém em meados da década de 1920, período em que se passa a narrativa.