O século XX é mais uma era de ditadores, cuja natureza os historiadores ainda não terminaram de discutir. De crises a revoluções, e de movimentos revolucionários a contrarrevolucionários, o século foi dominado desde 1918 por uma extensão constante do autoritarismo político. A instauração na Europa de regimes autoritários novos entre as duas grandes guerras, ora revolucionários, ora reacionários, mas todos totalitários, nada mais é do que o estopim de um fenômeno secular extremamente vasto.
(BRUNEL, Pierre. Dicionário de mitos literários. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1997. p. 249)
Considere também a frase:
Esperamos que nosso esforço ajude a pôr fim à agressão alemã e abrevie o conflito na Europa.
(Woodrow Wilson ao declarar guerra às potências centrais da Europa. In: FERREIRA, João Paulo M. H. e FERNANDES, Luiz E. O. Nova História Integrada. Campinas, SP: Cia. da Escola, 2005. p. 399)
As ideologias autoritárias que prosperaram entre as duas grandes guerras alcançaram expressão na linguagem de poetas brasileiros, tal como se pode observar nestes versos: