UERJ 2026 · Questão 57
O sujeito de desempenho está livre do domínio externo que o obriga a trabalhar ou que poderia explorá-lo. É senhor e soberano de si mesmo. Assim, não está submisso a ninguém ou está submisso apenas a si mesmo. É nisso que ele se distingue do sujeito de obediência. A ausência do dominador não leva à liberdade. Ao contrário, faz com que liberdade e coação coincidam. O excesso de trabalho e de desempenho acentua uma autoexploração. Essa é mais eficiente que uma exploração do outro, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Essa autorreferencialidade gera uma liberdade paradoxal. Os adoecimentos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente manifestações patológicas dessa liberdade paradoxal.
Adaptado de HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.
Em Sociedade do cansaço, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han analisa aspectos do trabalho nas sociedades capitalistas contemporâneas.
Com base no texto citado, um exemplo do “sujeito de desempenho” é identificado no seguinte contexto de trabalho:
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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