O Teatro do Oprimido, método sistematizado pelo dramaturgo Augusto Boal, propõe uma mudança na abordagem do espetáculo teatral. A criação da figura do espectator – neologismo a partir das palavras espectador e ator – cria uma zona de contato entre aqueles que supostamente se oporiam em um espetáculo. A quebra da fronteira, chamada de Quarta Parede, convida a plateia a sair de sua posição tradicional e a insere como parte da peça, dinâmica, interativa e proponente do desenrolar da trama. A primeira técnica do Teatro do Oprimido surge em 1971 e é conhecida como Teatro Jornal, uma realização daquilo que Boal defendia: o Teatro não é um monólogo, mas um diálogo entre aqueles que o compõe. Essa percepção surgiu a partir das experiências de Boal adiante do Teatro Arena, na década de 1960.
Diante do contexto histórico do surgimento das ideias de Augusto Boal e da elaboração do Teatro do Oprimido, podemos considerar que: