O texto abaixo reproduz algumas das impressões de um viajante estrangeiro sobre Pernambuco pouco depois da eclosão da Revolução Praieira (1848-1849).
"Como a cultura da cana exige uma qualidade de terras particular [...], a mor parte dos engenhos possue vastas extensões de terrenos incultos. [...]. Ora, os proprietários se recusam a vender estes terrenos, e até a arrendá-los. Se possuirdes 30 ou 40 contos de reis, então podereis comprar um engenho; mas se sois pobre, e quizerdes comprar ou arrendar algumas geiras de terra, não achareis! É isso o que faz que a população improdutiva das cidades, a classe dos solicitadores de empregos publicos se augmente todos os dias, que os crimes contra a propriedade se tornem mais frequentes e o paiz se empobreça de dia em dia [...]. O poder dos grandes proprietários do interior (e este poder é grande) tem por base o numero desses vassalos obedientes que elles manteem nas suas terras.”
Adaptado de HADFIELD, W. El Brasil, el Rio de la Plata y el Paraguay vistos por un viajero en 1852. Buenos Aires: Editorial Difusam, 1943.
Além da concentração fundiária, desigualdade social e dependência econômica apontadas pelo autor, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE outras razões para a Revolução Praieira: