O trabalho na cana era extenuante e desumano. Por décadas, esta colônia francesa sustentou um dos mais lucrativos negócios do Novo Mundo com o chicote apontado para o corpo dos escravos africanos. Os negros cavavam valas para o plantio das mudas, cuidavam dos brotos, zelavam pelo crescimento, faziam a colheita e toda a fabricação do açúcar. Os lucros dependiam da exploração do trabalho. A manutenção da escravidão pelos donos de engenho se baseava em castigos brutais e tinha um nível de perseguição implacável. Os relatos da época descreviam que as punições das chibatas eram mais comuns do que receber comida. A tortura sistemática originava, não sem razão, uma sede de vingança. E esse foi um dos motivos da revolta que seria iniciada em 1791 e conformou a única rebelião vitoriosa de escravos desde a Antiguidade clássica.
MILANI, Aloisio. “Revolução Negra”. Disponível em: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/revolucaonegra.html. Acesso em ago. 2014. Adaptado.
O texto descreve a revolução que originou a independência