O trecho a seguir de “Vidas secas” de Graciliano Ramos demonstra a animalização do personagem, recurso utilizado pelo autor que fez parte da Segunda Geração do Modernismo brasileiro:
“Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia.”
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 63ª Ed. Rio, São Paulo: Record, 1992. Fragmento.)
Característica semelhante ocorre em outro período da literatura, indicado em: