“[...] o velho sistema tradicional, embora ineficaz e opressor, era também um sistema de considerável certeza social e, num nível bastante miserável, de alguma segurança econômica, para não mencionarmos que era consagrado pelo costume e pela tradição. As fomes periódicas, o peso do trabalho, que faziam os homens se tornarem velhos aos 40 anos de idade e as mulheres aos 30, eram atos de Deus; só se transformaram em atos pelos quais os homens eram considerados responsáveis em tempos de miséria anormal ou de revolução”.
(HOBSBAWN, Eric J. A era das revoluções. 9 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994, p. 177)
O texto se refere a um período de transformações na Europa do século XVIII, caracterizado: