[...] Obra exclusiva do arrebatado temperamento voluntarioso do príncipe D. Pedro, na opinião de alguns; de José Bonifácio no culto positivista [...]; amparada por 2 milhões de esterlinos, conforme asseverou Mello Moraes pai; desfecho natural de uma longa evolução precipitada pela transferência inesperada da Corte para o Rio de Janeiro e pelo movimento liberal da península, e acirrada pela impolítica ação das Cortes portuguesas [...]; chocam-se até hoje as opiniões e desse entrechoque não brotou ainda hoje a luz cristalina da verdade histórica, mercê talvez das paixões que de alguma forma hajam obumbrado a imparcial visão que deve ser apanágio do historiador.
MOTTA, Marly Silva da. A nação faz 100 anos. A questão nacional no centenário da independência. Rio de Janeiro: Editora da fundação Getúlio Vargas – CPDOC, 1992. p. 20.
O trecho anterior foi resgatado da Revista Eu sei tudo, de 1917, em torno da preparação para as comemorações do centenário da Independência do Brasil.
Esse episódio revela