Observe a charge de Ângelo Agostini, publicada em 1883.
Porteiro: “Queira perdoar, mas... com aquele negrinho não pode entrar”.
Pedro II: “Mas é que eu não posso separar-me dele: é quem me veste, quem me dá de comer, quem... quem me serve de todo afinal!”
Porteiro: “É que... Enfim, em atenção às ilustres qualidades pessoais de tão sábio soberano, creio que as nações civilizadas não duvidarão em admiti-lo.”
(Apud Carlos Eugênio Marcondes de Moura. A travessia da Calunga Grande, 2000. Adaptado.)
A charge revela uma contradição da sociedade brasileira, na medida em que