Observe a imagem e leia o trecho a seguir.
Cadáveres jazem na porta das casas, atraindo urubus. O ar é fétido. Os raros transeuntes andam a passos ligeiros, como se fugissem da misteriosa doença. Carroças surgem de tempos em tempos para, sem cuidado ou deferência, recolher os corpos, que seguem em pilhas para o cemitério.
“Por toda parte, o pânico, o assombro, o horror!”, exclama o deputado Sólon de Lucena (PB). Como os coveiros, em grande parte, estão acamados ou morreram, a polícia sai às ruas capturando os homens mais robustos, que são forçados a abrir covas e sepultar os cadáveres. Os mortos são tantos que não há caixões suficientes, os corpos são despejados em valas coletivas e o trabalho se estende pela madrugada adentro (...)
Disponível em: https://brasil.elpais.com/sociedade. Acesso em: 12 mar. 2020 (adaptado).
O trecho dessa matéria faz referência à infecção gerada pela