Observe o poema a seguir, do autor Paulo Henriques Britto, e, a partir dele, responda a questão:
Nada de mergulhos. É na superfície
que o real, minúsculo plâncton, se trai.
Sentidos, sentimentos e outros moluscos
não passam pela finíssima peneira
do funcional. E o sofrimento, ai,
esse nefando pinguim de louça
sobre o que deveria ser, na quiti
nete do eu, uma austera geladeira...
Que ninguém nos ouça: guarda esse escafandro,
meu filho. Só o raso é cool. A dor é kitsch.
(BRITTO, Paulo Henriques. Macau. São Paulo: Cia das Letras, 2003.)
As expressões “nefando pinguim de louça”, “quitinete do eu” e “austera geladeira” são: