“Onde está
a poesia? indaga-se
por toda parte. E a poesia
vai à esquina comprar jornal.
Cientistas esquartejam Puchkin e Baudelaire.
Exegetas desmontam a máquina da linguagem.
Apoesia ri.
Baixa-se uma portaria: é proibido
misturar o poema com Ipanema.
O poeta depõe no inquérito:
meu poema é puro, flor
sem haste, juro!
Não tem passado nem futuro.
Não sabe a fel nem sabe a mel:
É de papel.”
(GULLAR, Ferreira. Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975)
Escolha a alternativa que melhor traduz as metáforas do poema de Ferreira Gullar apresentado na questão 10.